Categoria: Amor é prosa

Amor é prosa

Como não me estender

Sempre soube que de toda minha biblioteca de defeitos, me estender e não saber a hora de parar era um dos volumes mais consagrados. Para o bem ou para o mal, esse foi o tipo de comportamento que me deixou na mão em muitos dos momentos cruciais da minha vida. Talvez tenha me deixado também na sua mão.

Amor é prosa

Dormir de conchinha

Eu não gostava de dormir de conchinha. Achava incômodo, não conseguia encontrar uma posição em que o braço do meu companheiro não desafiasse o meu conforto e, no dia seguinte, sempre acordava com torcicolo! Era BATATA! Considerava a tal conchinha uma afronta à qualidade do meu sono, e uma baita hipocrisia dessa sociedade que cultua um romantismo desmedido e opressor.

Amor é prosa

Não precisa ser namoro

Não é necessário que no infinito particular de um par, qualquer tipo de opinião ou convenção atrapalhe. Ainda que o ser humano se vicie em classificações e taxonomias, ou mesmo compreendendo que um título dê certa pompa, certo peso ou – para alguns – até mesmo certa segurança, tudo isso é superficial quando o que se vive é profundo.

Amor é prosa

Feliz dia dos namorados

Há quem diga que hoje é um dia comercial, dia de falsidade, dia de elevar pensamentos de benquerença para quem é amante ou corno, enfim. Dentro do meu discreto romantismo e do meu exacerbado humor, sigo achando que hoje é dia de usar e abusar do textão, da foto brega, da telemensagem, do balão de coração, dos buquês de flores, das caixas de bombom, até porque há quem se lembre que tem um bem querer apenas em datas especiais, e a vida é tão curta que devemos aproveitá-la, inclusive para amar.