Divã-neando Pensamentos crônicos

Gratidão

Escrito por Bruno Zanette

Agradecer mais e reclamar menos.

Diariamente, acompanhamos nos noticiários uma quantidade enorme de tragédias, desastres, injustiças. Algumas dessas situações muito próximas de nós. Outras nem tanto, do outro lado do mundo. E, quando analisamos nossa própria vida, com um emprego que pode não ser com um salário ideal, mas suficiente para não passar muita dificuldade; com saúde para poder realizar as tarefas do dia a dia; com amigos e família com quem possamos contar e desabafar, percebemos que nem sempre somos gratos pelo mínimo – que, para muitos, pode ser o máximo e tão desejado.

Um problema mecânico apresentado pelo carro no momento de sair de casa, a interrupção inesperada do fornecimento de água em casa pela empresa de saneamento, ou uma caminhada na rua, passando por debaixo de uma árvore e uma pomba defeca justamente em cima de você. Todas essas situações são desagradáveis, mas pequenas se comparadas aos problemas de outras pessoas.

Não é questão de diminuir nossos problemas e dificuldades. Perrengues, como queiram. Mas o simples fato de viver já é uma luta constante. E poder ter a chance de acordar todos os dias e recomeçar, resolver ou apenas seguir em frente, já é motivo de agradecimento.

Muitos não têm onde morar, não sabem se terão o que comer nas próximas horas. Outros tantos enfrentam há anos tratamento contra doenças que limitam as rotinas de suas vidas. Desastres naturais são cada vez mais comuns – sejam eles tornados, enchentes ou terremotos, causam destruição. E tudo isso somado à ausência de políticas públicas de prevenção a algo cada vez mais rotineiro, o resultado acaba sendo famílias precisando recomeçar do zero. Às vezes, até com o que restou da família.

Se eu puder dar uma dica que provavelmente não foi solicitada, seria: seja grato pelo que tem. Seja por um emprego, uma casa, por ter saúde, família, companheiro(a). Problemas irão aparecer o tempo todo, mas você pode contorná-los.

E para provar que esse texto não é apenas papo de coach (que não sou e tenho certo ranço à palavra), está tudo bem reclamar de vez em quando. O que não é saudável é fazer disso um hábito. A vida é curta demais para ficarmos irritados com algo que na maioria das vezes não temos como controlar.

Sobre o autor

Bruno Zanette

Jornalista nascido e formado em Foz do Iguaçu-PR. Adora falar e contar histórias, por isso o rádio foi veículo onde mais trabalhou. Mas é na escrita onde costuma se expressar melhor. Gosta de um bom rock, livros, filmes e esportes (assiste bem mais do que pratica). Torce e sofre pelo Grêmio, não exatamente nessa ordem. Apesar de bem-humorado, gosta de piadas de humor bem duvidoso, e acha que a melhor maneira de rir é de si mesmo. Por isso, acredita que a própria vida poderá servir de inspiração para boas crônicas e contos. E tudo o mais que vier na telha para escrever.

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