Uma frase que costumo ouvir no trabalho com a Educação Infantil é que “os alunos não costumam dar trabalho; os pais, sim”. Compreendemos o mundo de descobertas, tanto para os filhos quanto para os responsáveis legais por eles.
Para aqueles de primeira viagem, tudo é novidade, é um aprendizado conjunto. Há os que são protetores em excesso, e os que deixam a criança mais largada. Os que deixam a criança muito mais largada. Os que pecam pelo excesso de materiais, itens de higiene, fraldas, entre outros acessórios. Assim como tem os que acabam não mandando nada disso na mochila.
Os filhos são reflexos dos pais. A insegurança em deixar o filho na escola acaba passando para o aluno, que também não sentirá confiança em permanecer e logo começará a chorar. Um choro que pode durar todo o período em sala de aula. Para isso, há o tempo de adaptação.
Pais de alunos parecem não ter residência fixa. No momento da matrícula estão em um endereço. Um mês depois, estão pedindo transferência do aluno ou dando desistência da vaga por terem ido morar mais longe da unidade escolar. Os motivos das trocas de casa são os mais variados. Quando comunicam a direção, tudo certo. O problema é quando somem no mundo e acham que não deveriam comunicar o local onde o filho estuda.
A rotatividade nessa área é grande. Quando parece que uma turma completou o número limite de alunos, logo acaba abrindo uma vaga. Ruim para a criança essa mudança constante de rotina.
Ouvimos as mais diferentes reclamações, algumas críticas, mas são mínimas. Na grande maioria, felizmente, são elogios e reconhecimento de quem sabe que está deixando seu bem mais precioso aos cuidados de pessoas que, em tese, foram preparadas para isso.
Quem escreve é alguém que não tem filhos, mas que observa o comportamento dos alunos com os seus genitores. O respeito, diálogo, transparência e sinceridade entre a unidade escolar e os pais é o que fará a diferença durante a permanência do aluno ao longo do ano letivo.